O Desenvolvimento das Mudas
Irrigação e Adubação
A irrigação do viveiro merece uma atenção especial, devido ao alto consumo de água, que deve ser de boa qualidade. Um viveiro de porte médio, que chega a produzir 100.000 mudas por ano, necessitará aproximadamente de 10.000 litros de água por dia.
A irrigação pode ser executada manualmente, com regadores ou mangueiras, por aspersão e por micro-aspersão. O regador, quando utilizado, deve ter crivo fino para evitar erosão dos canteiros. O sistema por micro-aspersão em geral é o mais indicado, em função da economia da mão-de-obra e do maior controle sobre a distribuição da água.
Na irrigação dos canteiros de semeadura e das mudas em estágio inicial de desenvolvimento, as regas devem ser mais frequentes do que para as mudas já desenvolvidas. Em geral, a irrigação deve ser executada no início da manhã e/ou no fim da tarde. O substrato deve ser mantido úmido, mas não encharcado.
O excesso de rega costuma ser mais prejudicial do que a falta. O excesso de rega dificulta a circulação de ar no solo, impedindo o crescimento das raízes, lixivia os nutrientes e propicia o aparecimento de doenças. É interessante ressaltar que a rega eficiente é obtida quando o terreno fica suficientemente umidificado, sem apresentar sinais de encharcamento (poças ou água escorrendo).
A adubação em viveiro é indispensável, em função do substrato (subsolo) ser geralmente pobre em nutrientes. A adubação deve ser recomendada com base na análise química do substrato.
A análise química do solo deve ser feita em laboratórios; existem muitas entidades que oferecem este serviço, em todo o Estado de São Paulo. É fundamental não dispensar a assessoria técnica, para evitar danos às mudas e prejuízos para o produtor.
Na ausência da referida análise, sugere-se a aplicação de 2kg de calcáreo, 1kg de superfosfato simples e 0,5kg de cloreto de potássio por m
3 de substrato.
Com base na análise do solo, durante o período de crescimento, acrescentar 100g destes elementos na fórmula 4-14-8, misturado em 10 litros de água, para cada 2m2 de canteiro. Em seguida, regar com água limpa para lavar as folhas e evitar fitotoxidez (que se revela pela queima das folhas). Deve-se repetir a adubação a cada 15 dias, se a análise do solo recomendar. Recomenda-se, ainda, a aplicação de micronutrientes no solo, ou como adubo foliar.
No substrato utilizado em tubetes, sugere-se uma solução com 4kg de sulfato de amônia, 1kg de cloreto de potássio e micronutrientes quelatizados em 100 litros de água. São utilizados 8 litros de solução para rega de uma bandeja com 1.000 tubetes.
Para alguns gêneros, tais como Eucalyptus, Pinus e algumas espécies nativas, a presença de micorriza é indispensável. Micorrizas são fungos benéficos que ocorrem associados às raízes. Procure ajuda técnica para identificar locais onde haja ocorrência natural de micorriza, e oriente-se sobre como transferir para o canteiro.
Fonte: Governo do Estado de São Paulo - Secretaria do Meio Ambiente - Fundação Florestal
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